Na tarde da última terça-feira (11), foi realizado o “Projeto Encontros”, no auditório do Grupo de Apoio à Criança com Câncer de Sergipe (GACC/SE), com o Grupo 1, que é constituído de pais de acolhidos em tratamento e controle do câncer.
Durante uma conversa extremamente confortável e bem entretida, a enfermeira oncológica, Nayanna Rabelo, que foi convidada pela colaboradora, Noélia Andrade (do “Espaço Cuidar” do GACC), a vir à instituição, expressou grande satisfação em estar participando de um momento como esse.
Nayanna começou a palestra se apresentando, e falando sobre sua formação acadêmica, logo após pediu para que os pais se apresentassem e falassem os nomes de seus filhos, e qual o tipo de enfermidades às quais foram acometidos.
O momento foi mais que motivacional, pois a profissional falou da importância dos pais na vida de seus filhos, do quanto eles representam na história dos mesmos, e que sabe que eles devem questionar o porquê de terem sido escolhidos por tais acontecimentos, mas que tudo na vida tem um propósito, e que certas coisas acontecem para que se tornem pessoas melhores, e que enxerguem a vida de uma outra maneira.
“Eu agradeço muito por terem trocado experiências comigo, de terem reservado um tempinho do dia de vocês para esse encontro, e quero dizer que vou sair daqui altamente preenchida, feliz e renovada. Porque quando a gente escuta cada testemunho e vê que apesar de tudo que a gente passa no dia a dia, vocês ainda têm essa alegria e força, tenho que parabenizá-los pelos super heróis que são, pois são vocês que estão ao lado dos seus filhos nos melhores e piores momentos”, relatou Nayanna.
Ela, que tem uma doença rara chamada Síndrome de Legg-Calvé-Perthes, disse que mesmo tendo limitações nunca deixou de fazer o que gostava, usou cadeira de rodas por dois anos, se deslocou até Brasília para realizar seu tratamento e sempre teve auxílio de amigos e familiares, nunca desistiu de lutar.
“Muitas vezes olhavam para mim torto, com olhar de desdém, ficavam cochichando porque eu usava um aparelho muito estranho entre as pernas, mas aquilo ali pra mim não afetava. E o que quero dizer é que os filhos de vocês não tem problemas, quem tem problemas são as pessoas que são muito críticas. Hoje estou aqui e sou exemplo de superação. Sei que a minha doença não tem cura, mas vivo dentro da minha realidade e assim exerço minha profissão, e vou convivendo com várias histórias diferentes no ambiente que escolhi para atuar”, declarou a profissional de saúde.
David Santiago, pai da acolhida, Alda Rodrigues Santiago, se emocionou muito com as palavras da enfermeira e falou que agradece a Deus primeiramente pelo carinho que ela teve com eles durante a reunião, e em segundo agradece ao GACC, por tornar mais leve a vida de sua família após a descoberta da doença de Alda. “Desde que chegamos aqui fomos recebidos de braços abertos, com muito carinho, amor, dedicação, qualidade, e agradeço pela receptividade das pessoasque trabalham aqui, que são maravilhosas”.
Na oportunidade, a assistente social do GACC, Ana Elisa, fez uma dinâmica e terminou a reunião dando avisos aos pais, e cantou parabéns para as mães aniversariantes (que não se encontravam no local), Jaqueline Nascimento (Mãe do acolhido Carlisson Andrey), e de Maria José Rodrigues (Mãe de Alda), que foi representada pela marido que estava na reunião.
















