Nesta sexta-feira, 4 de fevereiro, é o ‘Dia Mundial de Luta Contra o Câncer’. Um dia de alerta a uma das principais causas de morte no Brasil. Milhares de pessoas são acometidas por esta doença que abala não só o emocional do paciente, mas de toda a família e amigos, uma batalha que a fé, esperança, garantia dos direitos e humanização são instrumentos para o sucesso do tratamento.
Em Sergipe, existem instituições filantrópicas que amenizam as dificuldades enfrentadas pelos pacientes e acabam fazendo o papel que seria do Estado.
Segundo o Gerente De Relações Instituições do GACC Sergipe Fred Gomes, uma das maiores dificuldades é a falta de medicamentos para o tratamento de crianças e adolescentes com câncer.
“Falta de agilidade dos hospitais públicos para o tempo resposta em exames e consultas médicas em tempo hábil. A humanização passa longe”, lamenta.
De acordo com o INCA, cerca de 600 mil pessoas são acometidas de câncer anualmente e aproximadamente200 mil pacientes morrem em decorrência da doença.
Os dados são assustadores e reforçam a importância dos cuidados com a saúde e do diagnóstico precoce. O câncer de próstata é o mais acometidos entre os homens, já em mulheres o câncer de mama tem acometido milhares de mulheres.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar 625 mil novos casos de câncer para cada ano do triênio 2020/2022.
Em novembro do 2021 foi sancionada a Lei 14.238/21, publicada no Diário Oficial da União que tem o objetivo de promover condições de igualdade no acesso ao tratamento da pessoa com câncer. A Lei garante tratamento integral da saúde pela pessoa câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Mas 3 meses depois pacientes ainda sofrem com a ineficácia para o tratamento, com morosidade na realização de exames complexos para início e continuidade do tratamento, falta de medicamentos quimioterápicos, que acabam prejudicando e evoluindo para pior o quadro clínico do paciente. As leis são criadas, mas o difícil é serem cumpridas por parte do Estado quando se fala em garantia dos diretos dos pacientes oncológicos.
